Fotos da vida · Augusto Cezar · Chico Xavier

Capítulo 1 de 19

Fotos da vida

1 Terminamos a aula-encontro, de que participaram numerosos companheiros, quando solicitamos a atenção de Augusto.

— Muito bem! — dissemos felizes — lemos as suas produções que serão lançadas brevemente na Terra e nos regozijamos com a forma digna, através da qual você expressou as suas impressões e pensamentos.

2 Augusto Cezar, desapontado, fez um sorriso de agradecimento, entretanto, para não encerrar o diálogo, tornamos a palavra, perguntando:

— Que título dará você ao seu novo trabalho?

3 Interpelado, assim diretamente, o companheiro respondeu:

— Estimaria que o senhor nos nomeasse as páginas modestas.

4 E a nossa permuta de ideias continuou:

— Não devo esquecer a sua capacidade de escolha e de iniciativa. As suas observações nos oferecem fatos reais da vida. Você alinhou assuntos da maior atualidade e, em seus escritos, os corações se movimentam, qual se estivessem sob os nossos olhos.

5 Para você grafar o seu livro, terá penetrado tão fortemente nos quadros do cotidiano terrestre, que isso confere ao seu trabalho o mérito de alguém que aprendeu a ser simples, a fim de alcançar a simplicidade com que age a maioria dos nossos irmãos domiciliados no Plano Físico. Felicito a você, desejando-lhe muita alegria e muito trabalho.

6 Em seguida, Augusto retirou-se, sobraçando o volume que nos deixara em mãos, por alguns dias e notamos surpreendidos que o amigo nos fixara a observação, quando nos voltou à presença, trazendo-nos o livro pronto com a legenda: — Fotos da Vida.

7 Trocamos um olhar de alegria e reconhecimento e aqui apresentamos ao leitor amigo o volume despretensioso com que o nosso companheiro se faz credor de nossa confiança e admiração. Emmanuel Uberaba, 20 de maio de 1988.