Festa de paz · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 13 de 19
Aparências do mundo
1 “Deus tudo vê, tudo sabe!…” Falava Clarêncio França, Mas furtava no comércio O que levasse à balança. Pedro Ventania
2 Condenava qualquer jogo O amigo Joaquim da Mota. Faleceu jogando cartas, Olhando a cara da sota. João Moreira da Silva
3 Sizínio, o irmão contra o álcool, Sobre o assunto grita e xinga; Ao morrer, deixou no quarto, Um grande barril de pinga. Sylvio Fontoura
4 Era o médium mais severo, Lembrava um leão de arena… Mas largou tarefa e povo Levando bela morena. Lulu Parola
5 Homem que prega moral, Com pancas de inquisição, Esse é o primeiro que cai Nas ciladas da paixão. Jair Presente
6 Isto notei nas andanças Em vários climas da Terra: Quem mais critica entre os homens É a pessoa que mais erra. Antônio Torres
7 Tinha tanto apego ao ouro Que o coitado enlouqueceu, Gritando, de praça em praça: “O ouro do mundo é meu.” Feliciano Gonçalves Simões
8 Lino Braz, o moralista Doutrinava Dona Bela, Só falava de virtude, Mas depois fugiu com ela. Cornélio Pires
9 Ginástica pelo rádio, Povo ao frio de manhã. E o professor dava as ordens Num leito de seda e lã. Natal Machado
10 O lucro das aparências Que no mundo se arrecade, Só prevalece na vida Até que chegue a verdade. Auta de Souza