Festa de paz · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 11 de 19

Anotações sobre a morte

1 Em chegando ao Grande Além, No Território Celeste, Ninguém pergunta o que foste, Tão-somente o que fizeste. Albérico Lobo

2 Na morte, é que compreendi Quão pobre e enganado fui… Aquilo que possuímos É aquilo que nos possui. Múcio Teixeira

3 Quem cai na morte levando Tempo vazio e infecundo, Simplesmente sai do corpo Mas não se afasta do mundo. Lourenço Prado

4 Um homem pediu a Morte, Veio a Morte, de repente; No entanto, ele praguejou: — “Sai daqui, bruxa insolente!…” Clovis Amorim

5 Quando a Morte vem de cima, Vem por Divino Decreto, E, às vezes, tem no micróbio Um forte agente secreto. João Moreira da Silva

6 Triste e faustoso, o destino Do milionário Aguiar: Morreu chorando os milhões Que não podia levar. Lulu Parola

7 Dona Anica escondeu ouro, Muito ouro num jirau, Doente, perdeu a fala, Morreu pedindo mingau. Antônio de Barros

8 Ganhou a quina da loto O amigo Antonio Tanata… Morreu de tanta alegria… Ouro demais também mata. Cornélio Pires

9 Na vida, os dias são livros Que o calendário segura, Mas só a força da Morte Pode alterar a leitura. Lucano Reis

10 Aquele que segue o Bem Por Divina Diretriz, Encontra, à frente da Morte, A luz do tempo feliz. Auta de Souza