Família · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 23 de 34

A Terra - Nossa escola - Emmanuel

1 Contempla a beleza da Terra — a nossa escola — para que o pessimismo não te obscureça a estrada, anulando-te o tempo na regeneração do destino.

2 Não será fazer lirismo inoperante, mas sim descerrar os olhos no painel das realidades objetivas.

3 Pensa no Sol que é luz infatigável;

4 no céu a constelar-se em turbilhões de estrelas, novas pátrias de luz, exaltando a esperança;

5 na fonte que se entrega, mitigando-te a sede;

6 na árvore generosa a proteger-te os passos;

7 na semente minúscula abrindo-se em flor e pão;

8 no lar aconchegante a guardar-te, promissor…

9 Tudo no altar da natureza é prazer de auxiliar e privilégio de servir. Entretanto, muitas vezes, trazemos em nós próprios, tristeza e crueldade por tóxicos do caminho…

10 E renascentes de ontem cujos minutos gastamos na edificação do próprio infortúnio, temos o coração qual vaso de fel, aniquilando em nós as bênçãos da alegria.

11 Não podemos negar a condição de Espíritos prisioneiros, quando se nos desdobra a experiência no corpo físico, entretanto, é nessa segregação oportuna que recapitulamos as nossas lições perdidas.

12 É na veste física que tornamos ao adversário do pretérito, à afeição mal vivida e ao obstáculo que se fez resultado de nossa própria incúria.

13 Não há mal na Terra, senão em nós mesmos — mal de nossa rebeldia multimilenária diante da Eterna Lei do Amor — gerando os males que nos marcam a imprevidência.

14 Descerremos as portas da alma à luz da grande compreensão e, buscando aprender com os recursos do mundo, que nos amparam em nome da Divina Providência, reajustemo-nos no amor que entende e socorre, abençoa e serve sempre, na certeza de que, refletindo em nós os Propósitos Divinos, encontraremos, desde agora, nas complexidades e nevoeiros do mundo, a preciosa trilha de acesso ao Eterno Bem. Emmanuel [1] Existe outra mensagem de Emmanuel, também autêntica, muito parecida com essa.