Excursão de paz · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 17 de 21
Droga na cantiga -= Leandro Gomes de Barros
1 Cantando por encomenda Do apreço de muita gente, Assunto dos mais difíceis Tenho hoje pela frente: A droga em veneno doce Na vida do adolescente.
2 Amigos, além da morte Lastimam a derrocada… Tanto rapaz quase louco, Tanta menina largada!… São milhares de esperanças Que vão caindo na estrada.
3 Por que tanta gente moça Atolada em cocaína? Tanto grupo de maconha Traficando em tanta esquina? Pensando nisso, sem Deus, Qualquer sábio desatina.
4 No estudo assim tão difícil, É preciso ponderar: Essa fuga para as drogas Onde é que foi começar? As raízes do problema Estão por dentro do lar.
5 Examinando a questão, Quando nela me concentro, No homem, vejo a fachada, Na mulher, encontro o centro; O homem lida por fora, A mulher constrói por dentro.
6 Para achar as grandes mães, Não preciso luz acesa, A Terra deve à mulher A sua própria grandeza, Mãe, esposa, irmã e filha São luzes da natureza.
7 Entretanto, antigamente, Nossas mães em maioria Suportavam sofrimento Com serena valentia E pela renúncia delas O mundo se garantia.
8 Mesmo que o homem trocasse O amor por perturbação, A mulher, junto aos meninos, Era luz e coração, Aceitando sacrifícios Tão amargos, tais quais são.
9 Os pequenos, junto delas, Envolviam-se de amor, Nossas mães pela criança Não viam lama, nem dor… A meninada crescia Em clima superior.
10 Que o homem se mergulhasse Em traição a granel, A mulher, dentro de casa, Engolia fogo e fel; Resguardando o próprio lar, Ao lar, vivia fiel.
11 Mas hoje, muitas irmãs Se o homem cai uma vez, Elas procuram distância Para caírem mais três; Quando um homem diz: “Eu truco”, Elas gritam: “Vale seis”.
12 Sempre existiram crianças Roubadas, tristes, cativas, No entanto, agora assinalo, Sem receios e evasivas: Os meninos que mais sofrem São os órfãos de mães vivas.
13 Se um homem larga o dever, Em atitude insincera, Muita mulher grita logo: “Fidelidade já era…” Deixa a casa e perde o nome Para chamar-se pantera.
14 Sem mãe amiga que a ouça Nas lutas em que se afoga, Para as sombras da aventura A meninada se joga; A solidão pede fuga E surgem droga e mais droga.
15 Da mulher é que se espera Mais atenção com Jesus Para salvar os mais jovens Do veneno que os seduz, Porque homem, — homem mesmo, — Por si, nunca deu à luz. Leandro Gomes de Barros