Endereços da paz · André Luiz · Chico Xavier

Capítulo 25 de 33

Vigilância

1 O amigo dizia para outro amigo:

— Não, não creio na necessidade de qualquer defesa contra o mal. Onde a providência de Deus, se formos obrigados a fazer isso?

2 — Entretanto, — disse o interlocutor, — Jesus nos aconselhou vigilância, quando nos exortou a orar e vigiar para não cairmos em tentação

3 — A vigilância da palavra do Cristo era amor, simplesmente amor…

Devemos unicamente amar, entregando a Deus qualquer problema de defensiva…

4 Longo silêncio se fez entre ambos.

Alcançando farmácia vizinha, o companheiro que recusava a prudência, em matéria de auto preservação, solicitou vacina contra varíola que passava em distrito próximo.

5 Depois de sofrer a respectiva picada, o outro observou com largo sorriso:

— Amigo, se você não aprova a vigilância contra o mal, como consegue admitir o poder da vacina?

André Luiz