Escola no Além · Cláudia Pinheiro Galasse · Chico Xavier
Capítulo 8 de 15
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1 Querida mãezinha Dorothy, antes de tudo guarde os meus votos por um feliz Dia das Mães, ao lado do papai Antoninho e de meus irmãos.
2 Atendendo ao compromisso que fiz comigo mesma, no sentido de prosseguir com as minhas notícias do nosso Instituto Assistencial dedicado às meninas na faixa de meses aos dois anos, sinto-me satisfeita ao contar-lhe que a preleção de nossa irmã que nos visitou, falando às crianças com afetuosa cordialidade, despertou grande curiosidade entre todas as pequenas internadas.
3 Foram muitas as perguntas que a Lika, a Mirna e eu, recebemos com poucas possibilidades de responder.
4 Entretanto, uma instrutora veio ajustar a situação acalmando as meninas, sobretudo, prometendo a elas que as conduziria, oportunamente, nas asas do sono, ao encontro dos pais que haviam deixado na Vida Física. Notamos que muitas delas mostravam nova face iluminada de esperança.
5 Estávamos na véspera da celebração do Dia das Mães, no ano passado, e fomos acompanhar as cantigas inventadas pelas nossas queridas tuteladas, e observei que o nível de compreensão se elevara em todas elas.
6 Para seu conhecimento de mãe, transcrevo aqui alguns tópicos da festa que as próprias meninas prepararam a fim de homenagear as mãezinhas ausentes. A primeira cantou com os olhos irradiando alegria:
7 Hoje é o dia abençoado De uma rosa sem espinho, Que nossa mãe com carinho Retrata-se nessa flor.
8 Hoje, a queixa está de lado, Ninguém critica ou reclama, Pois, a gente quando ama, Deve falar só de amor.
9 Depois do que ouvimos ontem, Eu já não sei o que sou.
Sei apenas que outra vida, Fez barulho e me acordou.
10 Não sou má, nem revoltada.
Quero só minha mãezinha, Porque, em tudo, a minha mãe Era o tesouro que eu tinha…
12 Dia das Mães! Que beleza!…
Peço ao nosso Pai dos Céus, Em seu infinito amor Que me mande condução, Para o regresso ao meu lar!…