Escultores de almas · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 4 de 23

Meimei - Meimei

1 EU sou a criança.

Ando pelo mundo, bastante incompreendida e também muito pouco compreendendo do que se passa em meu derredor.

2 Muitos pais rejeitaram-me obstinadamente sob os mais variados pretextos.

3 Evitam-me qual se eu lhes fosse um flagelo sobre a Terra.

4 Chegam a temer-me ansiosamente.

5 Outros, privados da minha presença, lamentam-se e deploram a minha falta, qual a flor buliçosa ausente do jardim.

6 Muitos exploram a minha inocência, abusam de minha fragilidade e dilaceram as minhas esperanças.

7 Outros me abandonam, quando mais necessito de carinho e de apoio.

8 Há, felizmente, os nobres corações que se preocupam comigo.

Que choram com o meu desamparo e choram a minha fome, estendendo-me os braços fraternais através da bolsa generosa.

9 Jesus, eu Te peço, Senhor:

Multiplicai esses corações que pulsam junto a mim, essas mãos que me afagam, essas mentes que me educam e retificam.

10 Eu sou a criança.

Falo a voz de todas as línguas e de todos os quadrantes do mundo.

11 Choro o pranto dos órfãos, choro a tristeza dos viciados e suplico a misericórdia dos justos e a bondade dos felizes.

12 Eu sou a criança.

Minha voz fala em silêncio, dirigindo-se a todos os corações que já possam compreender. Meimei