O Evangelho de Chico Xavier · O próprio. (Encarnado.) · Chico Xavier

Capítulo 78 de 299

Chico e os livros

1 “Eu sempre quis ter livros… Quando menino, colecionava revistas, gravuras, histórias dos santos da Igreja…

2 Sempre gostei muito de ler, mas nunca pude comprar um livro… Admirava, nas fotos, as grandes bibliotecas…

3 Quando os Espíritos começaram a escrever por meu intermédio, eu tinha uma vontade imensa de ver as páginas de autoria deles publicadas…

4 Comecei, então, a fazer livros artesanais: criava capa para eles, autografava e presenteava os amigos…

5 O meu propósito era o de despertar em alguém a vocação para o livro espírita; tinha esperança de que, um dia, alguém se interessasse pela edição das mensagens dos Espíritos Amigos por meu intermédio…

6 Manuel Quintão foi um grande benfeitor do livro espírita!… Ele me abriu as portas da FEB…

7 Certa vez, o meu pai, que não podia compreender a minha vocação literária, queimou todas as minhas coleções… Chorei muito, mas Emmanuel me disse que não ficasse triste.

8 Até hoje, passados tantos anos, sinto n’alma aquela emoção indefinível quando tive em minhas mãos o primeiro exemplar do “Parnaso de Além-Túmulo”!…

9 Muitos livros vieram depois e continuam vindo, mas a emoção do “Parnaso” editado foi uma das maiores alegrias da minha vida…” Chico Xavier