O Evangelho de Chico Xavier · O próprio. (Encarnado.) · Chico Xavier

Capítulo 57 de 299

59 e 60

1 “Os empecilhos para que eu não levasse adiante a tarefa mediúnica do livro foram e continuam sendo inúmeros…

2 Se eu me dispusesse a detalhar as perseguições que me foram movidas ao longo deste tempo todo, muita gente iria dizer que Chico Xavier ficou louco.

3 Às vezes, para ter um pouco de paz, eu tinha, inclusive, que procurar o banheiro, para escrever.

4 Vejo tanto médium reclamando disto ou daquilo, escrevendo confortavelmente em seus gabinetes… Não estou reclamando e nem fazendo crítica.

5 O médium que se dispõe a produzir com os Amigos Espirituais tem que estar consciente da luta; vivemos num planeta em que os raios do Sol, para chegarem até nós, têm que ser filtrados…

6 Nunca me faltou a proteção de Emmanuel, mas os Espíritos infelizes sempre estiveram à espreita…

7 A vida inteira me senti, em minha imensa desvalia, um soldado raso recebendo as ordens do general a quem me competia obedecer na trincheira de combate…

8 “Interpreto cada livro dos nossos Benfeitores como sendo uma semente que é lançada à terra…

9 Essas sementes continuarão produzindo, mesmo depois que o lavrador não mais tenha condições para o plantio.

10 Eu não sou o dono da terra e nem das sementes: sou apenas um pobre lavrador que foi chamado à tarefa de semear… Tenho procurado me desincumbir do trabalho de modo tal, que a enxada não me seja retirada das mãos!…”

Chico Xavier