Doutrina-escola · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 7 de 21

Brado de fé - Francisca Júlia da Silva

1 Descerra dentro dalma a fúlgida janela Da esperança a brilhar, fervorosa e tranquila, E do escuro portal da Terra que te asila Contempla a imensidão que de luz se constela!

2 Plasma teu sonho, alem da máscara de argila Que, da infância à velhice, a ilusão te afivela… Na miséria ou na glória, a carne por mais bela É sempre a mesma flor que o sepulcro aniquila.

3 Inda mesmo que a dor te espreite qual pantera, Eleva-te e perdoa, aprimora-te e espera Para que a vida em ti não se ensombre ou degrade.

4 E hoje, colado ao chão no mundo que te oprime, Amanhã librarás, em ascensão sublime Qual falena de amor ao sol da Eternidade!… Francisca Júlia da Silva Fac-símile do texto original psicografado [1] Soneto psicografado em reunião pública do Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, MG, a 19/7/1955, [no Fac-símile] em ortografia antiga, isto é, da época em que viveu no Plano terreno Francisca Júlia da Silva , considerada a maior poetisa parnasiana.