Diário de bênçãos · Mensagens familiares de Cristiane · Chico Xavier

Capítulo 14 de 14

Epílogo de Sonhos.

Meu Deus, que coisa linda, que joia rara…

Era essa a filha que eu queria, era essa a Cristiane que eu esperava!

Quantos planos para ela, há tanto tempo esperada.

Sua primeira fitinha… seu primeiro vestidinho, me faziam delirar.

E seus olhos cinza e verdes… como o mar.

Seus cabelos loiros… como a noite de luar.

Eu era feliz com minha flor e meus botões, colorindo meu jardim.

Nunca pensei que nos meus sonhos pudessem haver espinhos… e foram tantos e machucaram muito.

Chega Cristiane correndo: — Mãe… senta e toma um copo de água com açúcar, não fale nada, somente ouça o que vou contar… me ajuda mãe, você é um amor, um anjo… lhe dou um beijo. E lá vai a mãe — nesse caso eu — quebrar os galhos da filha.

Outra vez fala baixinho: — Mãe… briguei com “fulano”, diga que é a senhora que não quer… diga, mãezinha, me ajude, assim ele não me amola mais. Quando a via chorando, pegava seus cabelos em minhas mãos e os enrolava.

— Diga-me, filha, que é que há? Não gosto de vê-la chorar.

— É “fulano” mãe, mas agora não quero mais saber dele…

Numa folha, encontro escrito:

“Fulano”…

te amo…

te curto…

te adoro…

te gosto…