Deus conosco · Emmanuel · Chico Xavier
Capítulo 311 de 414
Na organização de trinta livros
22/06/1949
1 Meus amigos, muita paz. Associando-me aos votos do nosso irmão Arthur, desejo-vos muita alegria ao contato das lembranças de Célia,n a mensageira do bem.
2 Espera o nosso amigo médium que me pronuncie sobre a possibilidade ou oportunidade da visita aos irmãos de Barra do Piraí, entretanto, estimarei sempre que, à presente altura do serviço espiritual, cada um de nós esteja sempre com a disposição de agir livremente, ainda mesmo usando o direito de errar, compreensível nas pessoas que já atingiram certo grau de conhecimento comum.
3 De início, confesso que pelos compromissos assumidos, em conjunto, acompanhei o nosso grupo dentro de uma permanente vigilância, quase torturada, que durou mais intensivamente por doze anos consecutivos.
4 Prometêramos colaborar na organização de trinta livros, que fossem incorporados à língua portuguesa por elemento de espiritualização da vida popular.
5 Fixáramos, sob as vistas de benfeitores de nosso caminho espiritual, semelhante cota, porquanto o número trinta é muito simbólico nas nações mais cultas nos setores de trabalho, de regeneração e de amadurecimento.
6 Com trinta anos de trabalho, o operário é candidato a uma posição eminente na comunidade a que serve. Com trinta anos de reeducação, os maiores delinquentes se redimem nos cárceres e com trinta anos de idade o homem e a mulher devem ser mais respeitados no caminho que escolhem para a jornada que lhes é inerente.
7 Atingindo, assim, a cota de nosso entendimento conjunto, prometi a mim mesmo que, ressalvado o amor que vos consagro e o carinho que devo a cada um, a nossa ligação estaria sempre pautada na estima, na gratidão e no respeito mútuos, em nos referindo às nossas tarefas de ordem particular, dentro dos mesmos rumos de elevação, e não desejo fugir destas normas.
8 Cada qual de nós tem a sua responsabilidade pessoal em tudo o que signifique nossa colaboração com a vida e espero que sejam tão livres nas decisões como desejamos ser no campo em que nos encontramos.
9 Explicadas estas razões, que julgo justas para melhor deliberardes, opino tão somente que, no interesse do serviço que tendes honrado com a dedicação e com a abnegação, semelhante visita em caráter doutrinário deva ser tão somente de uma noite. Isto considerando o trabalho do livro, porque sem os imperativos dessa tarefa não há necessidade de qualquer consulta nesse terreno.
10 Pedindo ao Senhor que a sua paz desça sempre sobre nós, em favor do nosso aprimoramento constante, agradece-vos, como sempre, o amigo e servo humilde, Emmanuel [1] Nota da Organizadora: Mensagem recebida no Grupo Doméstico Arthur Joviano, na mesma noite em que foi recebida a mensagem “No dia de Célia”, publicada no livro Sementeira de Luz, de Neio Lúcio Arthur Joviano, editado pelo Vinha de Luz em 2006.
Nota do Editor: Veja mais sobre o assunto no ANEXO A - “Na tarefa mediúnica” -, à página 601.