Chico Xavier inédito · Autores diversos. — F. C. Xavier / E. C. Monteiro · Chico Xavier
Capítulo 9 de 21
Ação de Graças/João de Deus - Nova luz/Anthero de Quental
Juiz de Fora viveu, na semana de 2 a 9 de setembro de 1945, dias de vibrações fraternas e espiritualidade, quando confrades de várias cidades lá se reuniram para uma Semana Espírita que contou com a presença de Francisco Cândido Xavier, acompanhado de Rômulo Joviano. Dentre os confrades “forasteiros” que também prestigiaram o evento, estavam Leopoldo Machado; César Burnier, Orvile Dutra, Astolfo de Oliveira, Jacques Aboab, Jª Oliveira e muitos outros das cidades Cruzeiro, Barra do Piraí, Rio de Janeiro, Três Rios, Barbacena, Astolfo Dutra, Belo Horizonte e São Paulo. Chico Xavier, como não podia deixar de acontecer, colocou-se à disposição da Espiritualidade no dia 6, na reunião intitulada “De mulher para mulher”, para receber comunicações mediúnicas que colaboraram para a alegria do ambiente. Juiz de Fora, que sempre foi uma cidade de proa no movimento espírita mineiro, contava, à época, com cerca de 20 Casas Espíritas funcionando regularmente, e o Centro Espírita Venâncio Café foi o promotor do evento. O primeiro soneto “Ação de Graças”, de João de Deus, em homenagem àquele Centro Espírita, não foi publicado em livro, o que ora fazemos: Ação de Graças
1 Sob as colunas deste santo abrigo, Há multiplicação de pães do amor, Pela misericórdia do Senhor, O Amado Mestre e nosso Eterno Amigo.
2 Ante as sombras do mundo tentador, Eis o refúgio isento de perigo, Na sementeira do Divino Trigo Das alegrias do Consolador.
3 Na vibração de paz que nos enlaça Entoemos o cântico de graça Pelas sublimes dádivas da Luz!
4 E que entre vós, amigos, sempre Esteja a acolhedora e sacrossanta Igreja do Divino Evangelho de Jesus.
João de Deus A seguir, Chico psicografa o soneto “Nova Luz”, de Anthero de Quental, que pode ser encontrado na obra “Através do Tempo”, publicada pela Lake, em 1972: Nova luz
1 Desfez-se a sombra do mistério errante…
E as vozes da Mansão Desconhecida, Trazem à morte estranha e indefinida A mensagem da vida triunfante!
2 É a compassiva luz de Outro Levante Revelando a beleza de Outra Vida, Sol para a Terra escura e irredimida, Fé para a humanidade vacilante…
3 Há claridade sobre a noite imensa…
Cai a negra muralha da descrença Aos lampejos celestes da verdade.
4 É a nova luz divina que se eleva Nos turbilhões de lágrimas e treva Trocando as sendas para a Eternidade.
Anthero de Quental Completando a noite de bênçãos, Leopoldo Machado é brindado com uma “notícia” de seu cunhado:
Leopoldo, meu caro amigo, Meu campo agora é de mel, Sem precisar de recibo Das santas mãos de Ismael.
Anísio Eduardo Carvalho Monteiro [1] No livro impresso os títulos dos dois sonetos abaixo não existem, foi aditado pelo compilador para a devida indexação por autor nas obras de Francisco Cândido Xavier.