Chico no Monte Carmelo · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 18 de 29

Humildade, amor e luz - Casimiro Cunha

1 Humildade, Amor e Luz Eis fulgente trilogia, Criando e desenvolvendo A Grande Sabedoria.

2 Mas guardando o trio nobre Que esclarece e que redime Temos, em tudo, a Humildade Brilhando por dom sublime,

3 Nesta virtude celeste De transcendente beleza É que o Céu se comunica Às bênçãos da natureza.

4 Vê-la-eis, doce e constante, Presente, embora esquecida, Assegurando, bondosa, Os fundamentos da vida.

5 A rocha que desprezamos, Sozinha, triste e inferior, É o braço firme da Terra Suportando o vale em flor.

6 A fonte que chora e canta Batida na pedra dura É corrente generosa Transportando água mais pura.

7 Os Córregos rebaixados As furnas de raro acesso Compõe o grande rio Que nos garante o progresso,

8 A tempestade que sofre Acusação e labéu É força que purifica A majestade do Céu,

9 A semente pequenina A segregar-se no chão É reserva indispensável De paz, alegria e pão,

10 O ferro que experimenta A pressão da forja em brasa Conquista graça e respeito Na serventia da casa,

11 A lagarta rude e feia De máscara monstruosa Tece o fio primoroso Para a seda preciosa,

12 A pedra pobre a ocultar-se Servido sem descansar, Assegura o reconforto E a segurança do lar,

13 O papel simples e frágil Quase inútil na aparência Recolhe as fulgurações Que nascem da inteligência,

14 A santa simplicidade Em sua auréola bendita Conserva a glória de Deus A refazer-se infinita,

15 Busquemos, pois a Humildade, Sob as lições de Jesus, E guardaremos conosco As bênçãos de Amor e Luz. Casimiro Cunha (Versos recebidos pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da noite de 26 de julho de 1956, no “Centro Espírita Humildade, Amor e Luz”, na cidade de Monte Carmelo — Minas Gerais). Essa lição foi publicada em 30-01-1972 pela LAKE e é a 36ª do livro “Através do Tempo” e só posteriormente, em 2002, veio a lume no presente livro, editado pela UEM.