Chico Xavier — Mandato de amor · Mandato de amor. — Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 75 de 87
Vida e triunfo - Maria Dolores
1 Quem disse, coração, que a prova te agrilhoa? Que não tens condições para fazer o bem? Olha a terra em que estás, maravilhosa e boa, Sustentando e brunindo a força que a mantém!…
2 A árvore entrega ao vento as próprias folhas mortas, O rio lança ao mar os detritos do mundo. Muitas vezes, a flor com que te reconfortas Vem de semente, ao léu, no pântano profundo…
3 Verte o ouro aos filões ocultos no cascalho. O brilhante mais puro foi carvão. Sob o trator, a gleba é um cântico do trabalho, Acalentando, humilde, a luz da evolução.
4 Não te digas inútil, nem te rales Em assuntos hostis de azedume e tristeza; Segue, deixando ao longe amarguras e males, A estrada é um festival de esplendor e beleza!…
5 Nada se perde. A dor é o berço da alegria, O gelo unicamente é ausência de calor, Tudo o que foge à lei, de novo, se inicia, Tudo a vida refaz nas gradações do amor.
6 Ampara, ama, abençoa!… Agindo e crendo, avança!… A Caridade irmana, o Bem constrói a paz!… Deus te envia ao caminho as asas da esperança, Esquece-te a servir, confia e vencerás!… Maria Dolores (Poema recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública de beneficência do Centro Espírita União, em São Paulo, na noite de 3 de outubro de 1984. Fonte: “O Espírita Mineiro”, número 196, julho/outubro de 1984.)