Coletânea do Além · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 7 de 72

Provérbios antigos - Casimiro Cunha

1 Trabalha, atendendo a Deus, Seja inverno ou primavera. Recorda que o dia findo Nunca mais se recupera.

2 Desconfia da bondade De todo e qualquer irmão, Que passa o dia a queixar-se De espinhos da ingratidão.

3 Equilibra-te na estrada. Não guardes excesso algum. O lobo farto, igualmente, No outro dia faz jejum.

4 Entende, primeiramente, O que diga o companheiro. Escuta silencioso E fala por derradeiro.

5 Entre os servos de Jesus Que sabem honrar seus brios, Jamais há necessidade De lisonjas e elogios.

6 O excesso de solidão, Nas lutas da humanidade, Pode ser muita virtude Ou muita perversidade.

7 Não te esqueças que, entre os maus, Enquanto há passas e figos, Terás sempre, em derredor, Bons vinhos e bons amigos.

8 Não te queixes contra a sorte, No serviço edificante. Não existe boa terra Sem lavrador vigilante.

9 Enfrenta a luta sem medo… Há muito pobre mortal Que foge à fumaça negra E cai no fogo infernal.

10 Guarda a língua no caminho Usando a misericórdia… O silêncio da humildade Acende a luz da concórdia.

11 Aprende a ser venturoso Com teus préstimos e dons. Nem todos podem ser grandes Mas todos podem ser bons.

12 Procede zelosamente Na imitação de Jesus. O demônio, muitas vezes, Esconde-se atrás da cruz. Casimiro Cunha