Coletânea do Além · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 5 de 72
Carta fraternal - Casimiro Cunha
Na leitura da parábola dos cegos
1 Meu amigo, o Espiritismo É campo de vida e luz; Não conserves sem trabalho A ideia que te conduz.
2 Nessa lavoura bendita De paz, harmonia e amor, Cada qual tem a tarefa Que lhe reserva o Senhor.
3 És médium? Sê diligente No amoroso apostolado. Mediunidade é serviço Em nome do Mestre Amado.
4 Investigas a verdade? Procura ver que ninguém Deve andar observando Sem propósitos no bem.
5 És curioso somente? Não olvides, meu irmão, Que a boa curiosidade É nota de elevação.
6 És companheiro de luta? Guarda a prece e a vigilância, Quem é irmão de verdade Nunca foge à tolerância.
7 És simples necessitado Na sombra e no sofrimento? Pondera a lei generosa De esforço e merecimento.
8 És pregador? Meu amigo, Foge à ilusão, foge à treva, Que as palavras sem os atos São folhas que o vento leva…
9 Doutrinas desencarnados? Procura reconhecer Que se vives ensinando É necessário aprender.
10 Vens pedir alguma coisa? Recorda, na dor terrestre, Que o tesouro mais sublime É a paz do Divino Mestre.
11 Nas alegrias, nas dores, No mais simples dos misteres, Poderás fazer o bem No lugar onde estiveres.
12 Quem busque, de fato, a luz Da existência verdadeira. Não se apega à fantasia, Trabalha contra a cegueira.
13 Não foste chamado à fé Para sonho ou distração, Mas à justa atividade De nossa renovação.
14 O aprendiz do Espiritismo Não vive sem rumo, a esmo… Tem Jesus por Mestre Amado E a escola dentro em si mesmo. Casimiro Cunha