Coletânea do Além · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 32 de 72
O réu da cruz - Casimiro Cunha
1 Em meio às perseguições Da noite fria e sem luz, Meus amigos do Evangelho, Lembrai-vos do Réu da Cruz.
2 Sem que alguém lhe concedesse O canto amigo de um lar, Nasceu numa estrebaria Por servir e por amar.
3 Desde a infância humilde e pobre Na casa de Nazaré, Trabalhava todo o dia Entre os formões de José.
4 Ele, o Príncipe da Luz, Caminho, Vida e Verdade, Fez-se escravo pequenino No serviço à humanidade.
5 Foi Messias generoso Da bondade e do perdão, Trazendo ao mundo oprimido A grande renovação.
6 Serviu aos ricos e aos pobres, Ao infeliz, ao sofredor, Devotou-se a toda gente Em sua missão de amor.
7 Revelou a paz do Reino Da verdade e da Bonança, Fez brilhar na Terra escura Novo lume de esperança.
8 À cegueira dos caminhos Trouxe a luz pura e imortal, Pelo Evangelho da Vida Curou a lepra do mal.
9 Expulsou a treva espessa, Viveu a bondade imensa, Trouxe a bênção da fé viva, Trabalhou sem recompensa.
10 Mas, em troca dos tesouros De sua abnegação, Recebeu pedras e espinhos De dor e incompreensão.
11 Foi traído e processado, Encarcerado e ferido, Ele, o Mestre da Verdade, Foi o grande escarnecido. ……………………………………
12 Se também sois humilhados, Lembrai-vos d’Aquele Réu, Que foi à cruz pelo crime De abrir a visão do Céu. Casimiro Cunha [1] Essa é a 64ª lição do livro “Antologia Mediúnica do Natal”, editado pela FEB em 1966.