Coletânea do Além · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 16 de 72
Na missão do bem - Casimiro Cunha
1 Se vais à missão do bem, Destrói a sombra, a incerteza… Repara as lições do Pai No livro da Natureza.
2 A terra do lavrador, Que produz e que prospera, Não prescinde, em parte alguma, Do arado que a dilacera.
3 A semente destinada Às forças de luz da vida Precisa morrer no fundo Da cova desconhecida.
4 Se progride, em torno à casa, O mato bruto, inclemente, Ninguém dispensa o recurso Da enxada benevolente.
5 Na colheita rica e farta, Há golpes de segador… A farinha delicada Passou no triturador.
6 O pão singelo ou fidalgo Que abençoa a refeição, Foi cozido devagar Ao calor de alta expressão.
7 Toda vinha de esperança, De alegria, de fartura Exige do vinhateiro As chagas da podadura.
8 A mesa, o leito, a poltrona, Que servem todos os dias, Passaram pelos serrotes De rudes carpintarias.
9 Ouve, amigo, e atende à luta! Que seria do trabalho, Se a bigorna escapulisse Das vivas ações do malho?
10 Que seria da candeia No instante justo de arder, Se o óleo fadado à luz Quisesse permanecer?
11 Se vais à missão do bem, Não olvides, meu irmão, Que o suor gera o serviço, Em busca da perfeição.
12 Consome-te no dever, Sê, tu mesmo, a claridade. Jesus, para ser Senhor. Foi servo da Humanidade. Casimiro Cunha