Conversa firme · Cornélio Pires · Chico Xavier
Capítulo 12 de 21
Compromisso e união
1 Quer você, prezada Zina, Dar-se ao desquite comum, No entanto, você deseja Agir sem remorso algum.
2 E afirma: “Diga, Cornélio, Diga o que posso fazer, Tenho a mente atribulada Entre a vontade e o dever.
3 Além de esposa, sou mãe… Tenho dois filhos em casa… Mas o marido infiel É a provação que me arrasa!…
4 Dos ensinos de outro mundo, Dê-me alguma diretriz, Acolha fraternalmente O apelo desta infeliz!…
5 Não se sinta, minha irmã, Desditosa ou desprezada; Lembre: o Sol abraça a todos, Do monte às pedras da estrada.
6 Na essência, prezada Zina, O caso é assim, qual se vê: Qualquer deliberação Pertence, em tudo, a você.
7 Sociedades e grupos São destinados, ao Bem, Deus não cria mal nenhum, Nem cativeiro a ninguém.
8 Mas Deus nos fez de tal modo Que a Lei, por todos os lados, Emancipa as decisões, E analisa os resultados.
9 Se possível, entretanto, Estude esta simples nota: Quase sempre o esposo é um filho Que a esposa protege e adota.
10 Muita vez antes do berço, Pedimos no Grande Além, Enlace em luta na Terra Em favor da paz de alguém.
11 O Céu nos ouve o pedido, Tornamos à vida nova, Querendo agir por servir, Nosso amor é posto à prova.
12 Como atender à tarefa Sem sacrifício no lar? Amor é somente amor, Nada tem a reclamar.
13 De outras vezes, ligação Em fogo, martírio e chaga, É o resgate progressivo Do débito que se paga.
14 Em toda prova, no entanto, O amor é uma luz sublime, No trabalho, faz-se escola, No sofrimento, redime.
15 Querida irmã, pense nisso: Amor é abnegação, Insista no amor. Não fuja Aos laços do coração. Cornélio Pires