Correio fraterno · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 49 de 61
Não invejes - Casimiro Cunha
1 Perante os quadros do mundo Se a tentação te salteia, Não invejes no caminho O fausto da vida alheia.
2 Banquetes, festas, prazeres, E mundanas evidências São ligeiros artifícios No jogo das aparências.
3 Regista o velho rifão Na luta que te apoquenta: “Quanto mais amplo o navio Mais ampla surge a tormenta.”
4 Comumente, orquestra e flores, Com seda e brilho a granel, Escondem grandes feridas Rasgadas em lodo e fel.
5 A mulher muito enfeitada Muita vez guarda a aflição De todo um vesúvio ardendo Nas fibras do coração.
6 O homem que administra No poder a que se eleva Quase sempre traz consigo Tristeza, amargura e treva.
7 Recorda que a vaidade, Hoje bela, altiva e forte, Amanhã será jungida Ao frio grilhão da morte.
8 Não guardes fome de ouro, Não te esqueças de que a usura Acaba desesperada No gelo da sepultura.
9 Não acalentes a inveja, Chaga em lama horrenda e informe. Trabalha e serve, lembrando Que a justiça nunca dorme.
10 Conserva a simplicidade E ajuda sem distinção. A glória da caridade É filha da compaixão.
11 Suporta com paciência As dores da própria cruz. A dor bem aproveitada É senda para Jesus.
Casimiro Cunha