Correio fraterno · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 17 de 61
Poema da Fraternidade - Carmen Cinira
1 A vida é sempre a iluminada escola. Compadece-te e ajuda no caminho. Por toda parte, há dor que desconsola E toda gente aguarda a leve esmola Do sorriso, da prece, do carinho…
2 Nem sempre vês quem chora e necessita. Há muita treva, muita sede e fome Escondidas em laços de ouro e fita, E, em tudo, há muita máscara bonita Ocultando a miséria que consome.
3 Quanta cabeça se ergue à luz dourada Na multidão festiva que fulgura! E, a sós, pende tristonha e desvairada, Aturdida no horror da própria estrada, Chorando de aflição e de amargura!…
4 Quanto sonho padece ao desabrigo! Quanta mágoa contida, vida a fora!… Auxilia, do príncipe ao mendigo, Não atrases o abraço doce e amigo, Que o companheiro espera, desde agora.
5 Que a boa luta te não desagrade. Sê mais amplo no esforço da harmonia… Semeia a glória da Fraternidade! Sem a luz da União e da Amizade, Não há bênçãos da Paz e da Alegria. Carmen Cinira Essa mensagem foi publicada originalmente em 1950 pela LAKE e é a 8ª lição da 2ª Parte do livro “Nosso livro”