Confia e serve · Autores diversos. — F. C. Xavier / Carlos A. Baccelli · Chico Xavier

Capítulo 11 de 24

Sou eu - Augusto dos Anjos

1 Hora noturna sobre Leopoldina, A terra amiga que me acolhe os restos. E no templo de júbilos honestos Procuro a paz da inspiração divina.

2 Ante os irmãos do Mestre na Doutrina Que ama e perdoa nos menores gestos, Trago comigo os traços manifestos Da desventura que desilumina.

3 Sou eu, na velha angústia em que me perco, Voltando, triste, ao túmulo de esterco, De outras faixas vitais que o mundo encerra…

4 Sou eu gritando à vossa luz bastarda Que sem Cristo brilhando na vanguarda, Tudo é vaidade e cinza sobre a Terra. Augusto dos Anjos (Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, em sessão pública do Centro Espírita “Amor ao Próximo”, em Leopoldina, MG, na noite de 28-6-1950.)