Ceifa de Luz · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 56 de 67

No burilamento íntimo

“Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.” — JESUS (Mateus, 24.46)

1 Suspiramos por burilamento pessoal; entretanto, para atingi-lo, urge não esquecer as disciplinas que lhe antecedem a formação.

2 À vista disso, recordemos que a essência da educação reside nas diretrizes de vida superior que adotamos para nós mesmos.

3 Daí, o impositivo de cultivar-se o hábito:

de ser fiel ao desempenho dos próprios deveres;

4 de fazer o melhor que pudermos, no setor de ação em que a vida nos situe;

5 de auxiliar a outrem, sem expectativa de recompensa;

6 de aperfeiçoar as palavras que nos escapem da boca;

7 de desculpar incondicionalmente quaisquer ofensas;

8 de nunca prejudicar a quem quer que seja;

9 de buscar a “boa parte” das situações e das pessoas, olvidando tudo o que tome a feição de calamidade ou de sombra;

10 de procurar o bem com a disposição de realizá-lo;

11 de nunca desesperar;

12 de que os outros, sejam quais forem, são nossos irmãos e filhos de Deus, constituindo conosco a família da Humanidade.

13 Para isso, é forçoso lembrar, sobretudo, que a alavanca da sustentação dos hábitos enobrecedores está em nós e somente vale se manejada por nós. Emmanuel