Ceifa de Luz · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 20 de 67

No erguimento da paz

“Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus.” — JESUS (Mateus, 5.9)

1 Efetivamente, precisamos dos artífices da inteligência, habilitados a orientar o progresso das ciências no planeta.

2 Necessitamos, porém, e talvez mais ainda, dos obreiros do bem, capazes de assegurar a paz no mundo.

3 Não somente daqueles que asseguram o equilíbrio coletivo na cúpula das nações, mas de quantos se consagram ao cultivo da paz no cotidiano:

4 dos que saibam ouvir assuntos graves, substituindo-lhes os ingredientes vinagrosos pelo bálsamo do entendimento fraterno;

5 dos que percebem a existência do erro e se dispõem a saná-lo, sem alargar-lhe a extensão com críticas destrutivas;

6 dos que enxergam problemas, procurando solucioná-los, em silêncio, sem conturbar o ânimo alheio;

7 dos que recolhem confidências aflitivas, sem passá-las adiante;

8 dos que identificam os conflitos dos outros, ajudando-os, sem referências amargas;

9 dos que desculpam ofensas, lançando-as no esquecimento;

10 dos que pronunciam palavras de consolo e esperança, edificando fortaleza e tranquilidade onde estejam;

11 dos que apagam o fogo da rebeldia ou da crueldade, com exemplos de tolerância;

12 dos que socorrem os vencidos da existência, sem acusar os chamados vencedores;

13 dos que trabalham sem criar dificuldades para os irmãos do caminho;

14 dos que servem sem queixa;

15 dos que tomam sobre os próprios ombros toda a carga de trabalho que podem suportar no levantamento do bem de todos, sem exigir a cooperação do próximo para que o bem de todos prevaleça.

16 Paz no coração e paz no caminho.

17 Bem-aventurados os pacificadores, — disse-nos Jesus, — de vez que todos eles agem na vida, reconhecendo-se na condição de fiéis e valorosos filhos de Deus. Emmanuel