Caderno de mensagens · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 72 de 89
Ante o Ano Novo (Reflexões sobre o tempo) - Eurícledes Formiga
1 Dói ver agora na Terra Tão só buscando verniz Tanta gente em corre-corre, Incapaz de ser feliz.
2 Apenas em dois preceitos A minha vida refiz:
O homem diz e não diz, O tempo faz e não diz.
3 Intrigas nascem no tempo Que são sombras, tais e quais, Mas sempre surgem do tempo De quem tem tempo demais.
4 Quem tem tempo nada vê, Buscando o esforço mais leve; Quem não tem tempo, faz tempo, Para fazer o que deve.
5 Uma atitude infeliz Para a qual não há remédio: Quem busca matar o tempo, O tempo mata de tédio.
6 Tudo volta: ouro, conforto, Alegria e primavera, Menos o Tempo perdido Que nunca se recupera.
7 O tempo encontra vitória Nas lutas de qualquer nível, Sempre que o tempo é guardado Na paciência invencível.
8 Desilusão, amargura? Deixa a tristeza de lado; Entrega isso tudo ao tempo Em que se arquive o passado.
9 Ano Novo! Novos dias! Luz, trabalho, vida e festa!… Mas, um dia, a morte exige, Tudo o que Deus nos empresta. Eurícledes Formiga [1]
Trovas recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da noite de 28/12/1985, no “Centro Espírita Perseverança”, em São Paulo, Capital. O manuscrito dessa mensagem, encontra-se sob a custódia do Dr. Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico.