Caderno de mensagens · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 63 de 89

Que é o amor? - João de Brito

1 Amor é sublime impulso Que emana da Divindade, Iluminando o Infinito Com fulgente claridade…

2 Amor é força criadora Que tudo transforma e eleva. — Faz o sol beijar o charco… — A luz envolver a treva…

3 O Amor palpita na gente, Com toda suavidade E nos faz sentir, na alma, Que existe a felicidade…

4 Pensando, somos levados A uma conclusão serena: Que o Ódio, evidentemente, É o Amor que se envenena…

5 Refletindo, deduzimos, Embora haja quem não creia, Que a Paixão, dura e cruel, É o Amor que se incendeia…

6 O Egoísmo, força bruta, Que em si mesmo concentrou, É Amor inda hesitante, Semente que não brotou…

7 O Ciúme destruidor, Que em nosso plano inda impera, Também é forma de Amor… — Amor que se dilacera…

8 A Revolta arrasadora, Turbulenta, doentia… É uma forma enganadora Do Amor que se transvia…

9 O Orgulho tolo e falaz, Sintoma de insanidade, É o Amor envenenado Que enlouquece a Humanidade…

10 A Discórdia esfacelante, Destruidora e dissolvente, É uma forma atroz de Amor, Dividindo a toda gente…

11 A Vaidade… Que tolice!… É um veneno de ação lenta. — Um falso Amor iludindo A quem dele se alimenta…

12 A Avareza, torpe e rude, Filha espúria da Ambição, É o Amor que se encarcera Nas grades de uma prisão…

13 O Vício embrutecedor, Tão tirânico e envolvente, É, também, forma de Amor Que escraviza muita gente…

14 A Crueldade impiedosa, Qual louca sacerdotisa, É, também, uma variante Do Amor que tiraniza…

15 O Fanatismo doentio, Que a fé nunca testifica — Produto da ignorância —, É Amor que se petrifica…

16 Que doce a Fraternidade!… Como enleva o coração!… — É o amor trilhando a senda De uma infinita expansão…

17 A Bondade é luz do Alto, Quem a tem, ao mal não volve… É um sentimento altruísta Amor que se desenvolve…

18 Carinho é prova mais pura, Da mais alta evolução… Leva à nossa alma o perfume De um jardim em floração…

19 Dedicação, com ternura, Duas ou mais alma prende. — É sentimento elevado, Forma de Amor que se estende…

20 Quem trabalha com Amor, Tempo perdido não chora, Pois o Trabalho é expressão De um Amor que se aprimora…

21 Depois de muito cansaço, Do caminho percorrido, Resta ao homem a Experiência, Que é Amor amadurecido…

22 É preciso muito alento Quem à Renúncia se inclina… — Mas a Renúncia é sublime, É o Amor que se ilumina…

23 Quem suporta o Sacrifício, Sem murmúrio e sem rancor, Descobriu como, na Vida, Santifica-se o Amor…

24 Amor!… Clima salutar Do Universo e da amplidão… A curar as criaturas, Dos males da imperfeição…

25 O Amor, quando compreendido, Na verdadeira expressão, É a Religião da Vida, É a força da Criação!…

26 À influência do Amor, Cheias de felicidade, Muitas vidas se aglutinam, Buscando a Imortalidade…

27 Onde o caos surge e domina, Uns contra os outros lançando, Dali foi banido o Amor, E o Ódio está imperando…

28 Perto do Amor, tudo é luz, Felicidade e alegria… Longe do Amor, tudo é sombra, Tristeza… Dor… Nostalgia…

29 O BEM em suma é o Amor Que se desdobra, profundo, Procurando a perfeição Pela qual suspira o Mundo…

30 O MAL que inda nos envolve, Com sua fúria assassina, É o Amor acovardado, Que fugiu da Lei Divina… João de Brito [1]

Essa mensagem foi publicada no jornal NOTÍCIAS POPULARES (sem data, década de 1970/80) na seção “MENSAGEM DO DIA — de Chico Xavier”. O caderno com os recortes jornalísticos encontra-se sob a custódia do Dr. Eurípedes Higino, filho adotivo do Chico.