Cartas do Alto · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 4 de 85
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1 Troa o canhão, de novo, à frente da batalha. De novo, chora a paz, rasgando o próprio peito… Sempre a postergação do bem e do direito Que a sombra espessa e hostil menospreza e amortalha.
2 Mas além do pavor da noite e da metralha, Sem a escura ilusão de mentiroso preito, Fulge o reino imortal do Espírito Perfeito, Onde o anseio da fé se aprimora e agasalha.
3 Do abismo tenebroso, em que ruge a procela, A visão de Jesus renovadora e bela Ressurgirá trazendo a luz risonha e forte.
4 Hosanas ao porvir da nova sementeira! No Evangelho, resplende a vida verdadeira Na grandeza do amor que vence a treva e a morte. Olavo Bilac Reformador — Agosto de 1951.
[1] Segundo consta do original, o soneto foi recebido em reunião pública de encerramento da I Semana do Moço Espírita de Minas Gerais, no Instituto de Educação, em Belo Horizonte, Minas Gerais, na noite de 25/07/1950.