Cartas do Alto · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 36 de 85

Reencontro - A. Amaral

1 Ouço o choro do lar, no adeus, enquanto fito O jasmineiro em flor que me acena à janela… E além, no mais além, a noite clara e bela Recamando de prata os orbes do Infinito…

2 Pressinto a morte, o fim… Mas, debalde, me excito. O corpo desatende e, aos poucos, se enregela; Sofro, no extremo instante, a indômita procela De anseio, sombra e dor no peito inerme e aflito.

3 Ergo-me. Torno à luz. E encontro, às despedidas, Antigas afeições que supunha esquecidas… E pensava, por fim, nem de leve entrevê-las!…

4 O amor transpõe o abismo, a vida se renova. E parto jubiloso, ao término da prova, Em busca de outro lar na floresta de estrelas. A. Amaral Reformador — Janeiro de 1968.

[1] Segundo consta do original, o soneto foi recebido em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 12/08/1967, em Uberaba, Minas Gerais.