Cartas do Alto · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 13 de 85

Façamos a luz - Amaral Ornellas

1 Não olvides quem vai gemendo em rumo incerto, Na cruz da expiação que chora e desatina, Varando o turbilhão de miséria e neblina Entre o vento da noite e a sede do deserto.

2 Medita e traze à dor o coração desperto No pão que reconforta e no verbo que ensina. Desdobra sobre o mal a bondade divina. Semeia, enquanto é hoje, o amanhã que vem perto.

3 Embora desditoso, humilhado e sozinho, Segue plantando o amor nas margens do caminho, Sustentando contigo a fé sublime e forte.

4 Ampara, alenta, ajuda, esclarece e levanta, Que o bem, seja onde for, é a luz piedosa e santa, Que clareia na Terra e brilha além da morte. Amaral Ornellas Reformador — Fevereiro de 1956.

[1] Segundo consta do original, o soneto foi recebido durante reunião comemorativa do aniversário do Centro Espírita Luz e Humildade, de Belo Horizonte, Minas Gerais, na noite de 24/09/1955. Também publicado na edição de outubro de 1978.