Cartas do Alto · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 11 de 85

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1 Alma presa aos grilhões do barro obscuro, Sofre a imensa tristeza que te invade, Tecendo as asas da Imortalidade, Para a ascensão sublime do futuro.

2 Além do chão terrestre áspero e duro, Brilham jardins de sol na Imensidade E palácios divinos de ouro e jade, Emoldurando as glórias do amor puro.

3 Sofre no chavascal, mas luta e avança Sob a luz da Bondade e da Esperança, Padecendo e chorando por vivê-las!

4 E, ave subindo às amplidões supremas, Em breve romperás trevas e algemas, Para fulgir na pátria das estrelas. Cruz e Souza Reformador — Dezembro de 1955. [1] Segundo consta do original, o soneto foi recebido em reunião da noite de 13/09/1955, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Não há referência de local.