Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 82 de 101
A tempestade
1 Quando o ar é sufocante, Quando a sombra tudo invade, Eis que chegam de repente Os carros da tempestade.
2 Trovões, coriscos, estalos, Granizos, treva, aspereza; São convulsões dolorosas Das forças da Natureza.
3 Velhas copas opulentas, Antigas frondes em festa, Tombam gritando assustadas Na escuridão da floresta.
4 Os furacões implacáveis Matam flores, levam ninhos; A corrente do aguaceiro Muda a face dos caminhos.
5 Mas no dia que sucede As sombras da convulsão, A terra é limpa e tranquila Na paz da vegetação.
6 O céu é claro-azulado, O dia é de linda cor, Tudo chama novamente A nova expressão de amor.
7 Quem não teve em sua vida A tempestade também? Depois de tudo arrasado, Floresceu, de novo, o bem.
8 Aflições e desencanto, Renovação de ideais, Desilusões dolorosas, Desabamentos fatais.
9 Deus, porém, jamais esquece De atender e renovar; Apenas pede aos seus filhos A energia de esperar.
10 Caso venha a tempestade, Guarda a força calma e sã. Deus é Pai. Ora e confia. A vida volta amanhã. Casimiro Cunha