Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 6 de 101
O lixo
1 Cada dia, a residência Que a higiene ensine e ajude, Lança fora todo o lixo Na defesa da saúde.
2 Grandes cestos, grandes latas, Guardando detrito escuro, Enchem grandes carroçadas Que seguem para o monturo.
3 Contemplando o movimento, Lembremos que a sujidade, Muita vez foi qualquer cousa Em plano de utilidade.
4 Roupa usada, vestes rotas, Velhas peças carunchosas, Em outros tempos já foram Queridas e preciosas.
5 Ornatos apodrecidos, Tristes lâmpadas sem lume, Conheceram muitas vezes Festa e luz, vida e perfume.
6 Resumem, contudo, agora, O lixo que não convém, Escuro e pernicioso, Contrário à saúde e ao bem.
7 Para ele, em todo o mundo, A casa nobre e educada Reserva, cada manhã, A bênção da vassourada.
8 Se não tem função de esterco, Junto à terra menos rica, Vai ao fogo generoso, Que renova e purifica.
9 Na esfera de ensinamento Da verdade sempre igual, O lixo personifica A estranha expressão do mal.
10 Escuta! Se o bem de ontem Hoje é mal e sofrimento, Não deixes de procurar Os cestos do esquecimento. Casimiro Cunha