Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier

Capítulo 27 de 101

A usina

1 Ao lado da queda d’água, Se existe o rumor da usina, É justo considerar. A lição que o quadro ensina.

2 Da corrente que despenha, Aumentando atividade, Parte o fluido vigoroso Que vibra eletricidade.

3 Transforma-se a cachoeira Em gerador de energia, Que a usina prestigiosa Traduz com sabedoria.

4 A primeira exprime força Suscetível de criar, A segunda é o vaso amigo Que procura aproveitar.

5 Uma dá, outra recebe Com bondade e diligência; Semelham-se a ordem calma Ao lado da obediência.

6 Desse acordo delicado Nasce o gérmen do processo, Em que se organiza o bem Do conforto e do progresso.

7 Desde então, vencida a sombra, Há luzes pelos espaços, Alimento à grande indústria, Serviço a milhões de braços.

8 Por servir e obedecer, Bondosa, confortadora, Vem a usina a converter-se Na sublime benfeitora.

9 O quadro revela aos olhos, Em nobres clarões sem véus, A cachoeira incessante, Desgraças que vêm dos céus.

10 Quando houver em cada homem A obediência da usina, Toda a Terra brilhará No trono da Luz Divina. Casimiro Cunha