Caridade · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 23 de 41

O assistido - Emmanuel

1 Diante daqueles a quem socorres, não admitas que a caridade seja prerrogativa unicamente de tua parte.

Enumera os bens que recolhes daqueles a quem amparas.

2 Habitualmente doamos aos companheiros necessitados algo do que nos sobra, deles recebendo muito do que nos falta.

3 É preciso não esquecer que da pessoa a quem assistimos obtemos benefícios substanciais, como sejam:

4 a verificação de nossas próprias vantagens;

5 o conhecimento das responsabilidades que nos competem, à frente dos outros;

6 o aviso salutar, com relação aos deveres que nos cabem, na preservação dos bens da vida;

7 a paciência com os nossos obstáculos e males menores;

8 o ensinamento da provação com que somos defrontados;

9 a aquisição de experiência;

10 as vibrações de simpatia;

11 o auxílio que recebemos para sustentar mais amplo auxílio aos outros;

12 o consolo nos sofrimentos que, porventura, nos fustiguem;

13 o crédito moral que se regista, a nosso favor, na memória dos Espíritos encarnados e desencarnados que amparam a criatura em crises e empeços maiores que os nossos.

14 Serve a benefício dos semelhantes, tanto quanto possas e como possas, em bases da consciência tranquila, sempre que encontres o próximo baldo de equilíbrio, espoliado de esperança, sedento de paz ou cansado de angústia, nas trilhas do cotidiano, porque a caridade é sempre maior nos dividendos para aquele que dá.

15 Por isso mesmo, temos no Evangelho do Senhor a advertência inesquecível: “Mais vale dar que receber.” Emmanuel (Reformador, maio 1970, p. 110)