Caminhos do amor · Maria Dolores · Chico Xavier
Capítulo 16 de 33
Gratidão e alegria
1 Almas de bênção, arte, melodia, Que do Gênio formais a exaltação da luz, Partilhamos convosco a paz que se irradia Do vosso festival que recorda Jesus.
2 Há quem diga que a fé, por si, guarda e revela Ansiedade e tristeza no semblante, Expectação de angústia ou sentinela, Mas toda ideia em Cristo é júbilo constante.
3 Ei-lo que nasce numa noite em festa Mesclada de clarões renovadores, Uma estrela lhe guarda a pousada modesta Enlaçam-se as canções dos anjos e pastores.
4 Inicia o divino apostolado No brilho de simbólico momento; Recordamos Caná, no lar maravilhado Numa consagração de casamento.
5 E lançando o Evangelho, em notas de alegria, Ante o povo a escutá-lo de surpresa, É sempre mais amor, a cada novo dia, Em molduras de Céu e Natureza.
6 Transmitindo a esperança, em sentido profundo, Perante a multidão que ele mesmo arrebanha, Modifica, na base, os destinos do mundo, Nas lições imortais do Sermão da Montanha.
7 E além da própria hora derradeira, Qual se a Terra lhe visse o estranho fim, Traz a renovação da Terra inteira, Pela ressurreição ao sol de formoso jardim.
8 Guarde-nos Deus por nobres diretrizes A caridade e a paz, como as sabeis compor; Bendita a festa em que mostrais felizes A alegria do Cristo e a presença do amor. Maria Dolores [1] No original: “de Cristo” — Vide explicação de Allan Kardec sobre a anteposição do artigo à palavra Cristo.