Bênção de paz · Emmanuel · Chico Xavier
Capítulo 51 de 61
Vigiando e orando
“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” — PAULO (II Timóteo, 4.5)
1 Em nos reportando aos obreiros do Senhor recordemos que uma espécie existe que, sem dúvida trabalha e sem dúvida produz algo; entretanto, vive sempre em posição deficitária e por vezes estraga aqueles companheiros que se lhes aproximam, quando frágeis na fé.
2 Onde estejam, são para logo identificáveis porque servem, mas servem debaixo de condições especialíssimas, tais quais sejam:
onde querem; como entendem; quando se vejam dispostos; tanto quanto se determinam; na faixa de ação em que não se sintam incomodados; com quem gostam; com as ideias que lhes agradem; com os recursos que venham a escolher; como julgam melhor; nas conveniências que lhes digam respeito; desde que se lhes satisfaçam as exigências; e desde que ninguém os critique nem contrarie.
3 Um companheiro assim assemelha-se a um servidor meio-sombra e meio-luz, que beneficia com a luz que derrama e prejudica com a sombra que teima em carregar.
4 Daí o imperativo de orarmos e vigiarmos, procurando desvencilhar-nos de toda sombra que ainda nos pesa no orçamento da alma, a fim de que nos tornemos, a pouco e pouco, em obreiros fiéis na causa do Eterno Bem, servindo ao Senhor conforme os desígnios do Senhor. Emmanuel (Reformador, julho 1967, página 152)