Brilhantes no caminho · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 8 de 21

Mãe

1 Nunca te esqueço os dedos de veludo, Quando me carregavas no regaço…

Caí da imensidão azul do Espaço Qual pássaro da noite, triste e mudo.

2 Cresci… Estás em tudo quanto faço…

No entanto abandonei o lar, o estudo, Até que do prazer me desiludo Arrasado de tédio e de cansaço.

3 Onde a estrela sublime do Universo, Em que sintas a dor que há no meu verso?

Vem a mim, alma linda! Vence a bruma!

4 Quanto amor temos nós, no mundo inquieto, Desde a ligeira estima ao grande afeto?

Mãe, porém, ante Deus, só tem uma!

Antônio Barros [1] Esse soneto foi publicado pela editora Vinha de Luz e é a 75ª lição do livro “Cartas do Alto.” — Esse capítulo foi restaurado: Texto do livro impresso.