Brilhantes no caminho · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 19 de 21

O grande problema do mundo moderno

1 Amigos, que a paz do Senhor fortifique os vossos corações.

As nossas horas de prece, temo-las dedicado aos sofredores do corpo e do Espírito, necessitados do vosso concurso fraterno.

2 Mas, não me esquivo, nesta noite, a estas ligeiras palavras, testemunhando-vos a nossa participação espiritual pelo caráter educativo que vêm assumindo todas as reuniões.

3 O grande problema do mundo moderno resume-se na educação.

4 As trevas da ignorância, no capítulo da espiritualidade, têm conduzido os homens da atualidade aos profundos desequilíbrios que se verificam hodiernamente, entre a evolução material e moral do globo.

5 Materialmente falando, o homem científico ergue-se do fundo dos mares aos voos de estudo na estratosfera. Espiritualmente, contudo, o homem moral guarda quase a mesma mentalidade de há dois mil anos, em se verificando os pródromos do Cristianismo, cuja finalidade era reformar os departamentos de todas as atividades políticas e sociais das criaturas terrestres.

6 Ditaduras cruéis são instaladas no banquete do capitalismo internacional, na ânsia de conter as claridades que desabrocham para o mundo novo.

7 Porque, se Jesus nos afirmava sobre a morte do mundo, não se referia às suas transformações físicas, e sim aos tempos novos, à transformação do mundo moral, como expressão de uma era nova, ao fim dos tempos assinalados nas Suas Lições Divinas.

8 Os homens se recolhem agora, nos polos antagônicos dos extremismos, para a última batalha do pensamento.

Não se verificará mais a guerra pátria, mas a luta dos princípios pelo advento da justiça econômica.

9 Esse estado caótico, em que vão se subvertendo todas as conquistas da civilização do Ocidente, tem suas origens na ausência de educação espiritual no coração das criaturas.

10 A Igreja Católica, chamada no planeta para essa grande tarefa, falhou aos seus compromissos. Os homens desarvorados perdem-se no abismo das cogitações inúteis, em vista da ausência da necessária e imprescindível base moral, para a organização e evolução dos seus destinos.

11 E, enquanto os ditadores avançam com as suas trombetas da morte, o tinido das armas inunda de expectativas angustiosas o coração do mundo.

12 E as claridades do Invisível tocam as almas, sustentando, nessa época de transições amargas e dolorosas, o nosso trabalho.

E somente dentro deste trabalho da educação é que poderemos reerguer a humanidade para os seus altos destinos.

Emmanuel