A semente de mostarda · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 18 de 21

Paz

1 Quem diz “paz em nome do Cristo”, nem sempre observa que a paz, na maioria das vezes, nasce de perigosas situações.

2 Pensemos em Jesus nas últimas horas do convívio com as criaturas humanas.

3 Preso na véspera do Supremo Sacrifício, trazia o espírito preocupado ante a deserção dos discípulos; 4 é conduzido ao cárcere onde sofre agressões e vexames; 5 passa a noite injuriado e açoitado pelos agentes do Sinédrio; 6 é vestido pelos próprios verdugos, de modo a que a multidão não lhe veja as feridas que eles próprios lhe abriram no transcurso da noite; 7 é duramente humilhado na casa de Antipas; 8 volta ao julgamento e Pilatos, perante o público que o cobria de impropérios coloca-o inferior a Barrabás, o criminoso; 9 é obrigado a carregar a cruz do suplício e quase cambaleando, ao peso do lenho, após depô-lo no chão, foi nele cruelmente crucificado.

10 Esse mesmo Cristo é que volta das sombras do túmulo e fala aos amigos envergonhados:

— “A minha paz vos dou…”

11 Quem estiver esperando a paz e especialmente a paz do Cristo, recorde o preço da paz obtida por ele, o Divino Mestre e Senhor, e acabará reconhecendo que a paz, muitas vezes, vem até nós, mas através das mais dolorosas e difíceis situações.

Emmanuel [1] No original: “de Cristo” — Vide explicação de Allan Kardec sobre a anteposição do artigo à palavra Cristo.