Antenas de Luz · Mensagens familiares de Laurinho · Chico Xavier

Capítulo 13 de 28

No quarto ano de saudades

1 Querida mãezinha Priscila e querida Lú, estamos no quarto ano de saudades, mas não temos tempo de comemorar.

2 Renascimento na morte do corpo dispensa bolos e as velas são outras. Entretanto, contentamo-nos com as orações por nossa paz. E já é muito.

3 O Evaldo faz de minhas palavras o mesmo recado à nossa irmã Eunice.

4 O Paulinho e ele desejariam escrever para as mães queridas, Therezinha e Eunice, mas não temos mais telégrafos para movimentar. Se puderem, requisitem telefones em maior número, para que a gente consiga dialogar.

5 Penso nas instruções sobre eletricidade na Escola de Mococa e recordo minha queda ou mania por antenas. Contudo não tenho meios de criar os recursos a que me refiro. Precisamos de telégrafos resistentes, examinados e usados por muito tempo, a fim de que a mensagem fique clara e proveitosa. Em razão do que registro, não reclamem.

6 O Paulinho Cossi diz à nossa irmã Therezinha que os familiares foram bem recebidos. Tudo bem.

7 Querida Barata, transmito um recado do Xalo, o Antônio Carlos de Almeida, aos familiares, — ele pede para que estejam tranquilos.

8 Ninguém condene as motos. Carros, motos, vagões, aviões, carroças, charretes, cavalos e locomotivas, tudo vem a ser a mesma coisa quando a morte deve assinar presença.

9 O Ivan também nos solicitou seja dito ao seu pai Bernardo, que vai seguindo bem e pede à mãezinha conformação e bênçãos.

10 Agora é o ponto final.

Mais telefones ou mais telégrafos produzirão mais mensagens.

Façamos uma concorrência e vejamos quais as firmas capazes de fornecer o material com mais vantagem.

11 Paz a todos os nossos e aos que não se acreditam nossos.

É o melhor que lhes posso desejar.

12 Deus abençoe o entusiasmo da Lú no serviço do bem e que o amanhã nos encontre melhores do que hoje.

Para o querido Pescador e para a querida mamãe um beijão do Laurinho Grupo Espírita da Prece, 12 de dezembro de 1980. Uberaba - Minas Gerais.