Alma e Vida · Maria Dolores · Chico Xavier
Capítulo 19 de 33
Espinhos
1 Ouço-te as preces, alma querida e boa, Rogando proteção, Como quem pede entendimento e abrigo Para o cansado coração…
2 E sei que choras, com motivos próprios, Mesmo vivendo no clarão da fé, Porquanto quem passou pelas sendas humanas Sabe o que seja a luta e a provação como é…
3 Para os que decidem a viver sob a inércia, Tempo, ante algum tempo, é sono simplesmente,
4 Mas para quem aceita o próprio aprendizado A vida é diferente…
5 Entretanto, recorda:
Os espinhos da alma São sempre como são, Formando, em qualquer parte, os degraus da subida À luz da elevação…
6 E os espinhos são muitos, No caminho interior, É o dever de se dar à batalha do bem, O encargo de atender ao plantio do amor…
7 É a incompreensão de alguém, é o desafio A fim de que se anule a tentação Que tantas vezes nos visita, A testar-nos o próprio coração;
8 É a nossa dor e a luta dos que amamos, A inquietação e o medo, em cada prova, A tristeza, a amargura, a sombra e a mágoa, Tudo, enfim, que nos fere e nos renova.
9 Inda assim, alma boa, Vale a pena seguir… Ama e perdoa!…
10 A fim de que se alcance a suprema alegria, Não basta ver em nós sofrimento e pesar, É preciso vencê-los, dia a dia, Trabalhar e servir, aprender e passar… Maria Dolores