Antologia da Espiritualidade · Maria Dolores · Chico Xavier

Capítulo 16 de 39

Petições de Natal

1 Senhor!…

Quando criança, Se surgia o Natal, Eu te enfeitava o nome em flores de papel E te rogava em oração, Tomada de esperança, Que me mandasses por Papai Noel Uma boneca diferente, Que caminhasse à minha frente Ou falasse em minha mão…

2 Noutro tempo, Senhor, Jovem pisando alfombras cor-de-rosa, De cada vez que ouvia Anúncios de Natal, Deslumbrada de sonho, eu te pedia Um castelo de amor e fantasia Para o meu ideal.

3 Depois… Mulher cansada, Quando via o Natal, brilhando à porta, Minha pobre ansiedade quase morta Multiplicava preces E suplicava que me desses, Na velha angústia minha, A ilusão de ser amada, Embora, ao fim da estrada Fosse triste e sozinha.

4 Hoje, Senhor, Alma livre, no Além, onde o consolo me refaz, Ante a luz do Natal, novamente acendida, Agradeço-te, em paz, Contente e enternecida, As surpresas da morte e as lágrimas da vida!… E, se posso implorar-te algo à bondade, Nunca me dês aquilo que eu mais queira,

5 Dá-me a tua vontade E o dom da compreensão, Entre a humildade verdadeira E a serena alegria, A fim de que eu te busque, dia a dia, Mestre do coração!…

Maria Dolores Essa é a 22ª lição do livro “Antologia mediúnica do Natal”, editado pela FEB em 1966.