Através do Tempo · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 47 de 51
No grande livro - Casimiro Cunha
1 Meditando estrada afora, Perceberás com clareza Que a vida fulge ensinando No livro da Natureza.
2 Por sugestão de fé viva Ante a aflição que te invade, Recorda a força tranquila Do ninho na tempestade.
3 Estendendo amparo a todos No culto da Lei Divina, A árvore não devora Os frutos que dissemina.
4 Repara o incêndio no campo Que a tudo atinge e consome… A ambição é como fogo Que morre de gula e fome.
5 Não censures nem condenes. Melhora a feição da estrada. O pão alvo nasce puro Da lama regenerada.
6 Resguarde-te a paciência Se a dor te parece um mal. Contempla a rosa florindo Na ponta do espinheiral.
7 Evita a lamentação. A mágoa que chega e fica Traz a queixa que parece A praga da tiririca.
8 Por lição de lealdade A rota em que persevera, A andorinha brilha sempre Nas luzes da primavera.
9 Mostrando que o bem é glória Na mais humilde expressão, O esgoto na moradia É a caridade no chão.
10 Toda pessoa ociosa Cuja vida é sombra e nada, Tem o perigo iminente Do poço de água parada.
11 Serve a Deus em teu lugar. Pouco faz quem muito ousa. A galinha muito andeja Tenta o bote da raposa.
12 Há quem traga insulto à fonte, Mas a fonte segue e vence-o, Por receber todo insulto Em melodia ou silêncio.
13 Escutando a alma das coisas, No dever de cada dia, Entenderás pouco a pouco, A Eterna Sabedoria.
Casimiro Cunha Psicografia em Reunião Pública. Data — 4-7-1959.
Local — Comunhão Espírita Cristã, na cidade de Uberaba, Minas.