Através do Tempo · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 43 de 51

Santa caridade - Rodrigues de Abreu

1 Estende as próprias mãos Entregando o tesouro que ajuntaste Ou rogando a migalha Dos tesouros alheios…

2 Repara, todavia, As mãos abnegadas Que constroem a vida…

3 Mãos que sangram no campo, Na condução do arado;

4 Mãos erguidas na escola, Em louvor da cultura;

5 Mãos feridas na indústria Exaltando o conforto;

6 Mãos que afagam doentes, Renovando a alegria…

7 Mãos que servem a mesa, Enriquecendo o pão;

8 Mãos nervosas e firmes Nos volantes bulhentos Ajustando as artérias Do progresso incessante.

9 Mãos que erguem a enxada, Mãos que empunham a pena…

10 Mãos que fiam, Que agasalham, Que abençoam, Que consolam…

11 Assim, pois, Na graça da fortuna Ou na dor da carência Escuta a melodia Das mãos entrelaçadas Na oficina do mundo.

12 E traze com valor As tuas mãos também, Cedendo de ti mesmo, Em suor e esperança, Ao serviço de todos, E entenderás, por fim, Que o trabalho do bem É a Santa Caridade Que verte sobre nós Do Eterno Amor de Deus. Rodrigues de Abreu Psicografia em Reunião Pública. Data — 31-10-1958. Local — Centro Espírita Vicente de Paulo, na cidade de Uberaba, Minas.