Através do Tempo · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 31 de 51

Bem-aventurados - André Luiz

1 Bem-aventurados os aflitos que, chorando — não se desanimam,

2 que, ofendidos — não revidam,

3 que, esquecidos pelos outros — não olvidam os deveres que lhes são próprios,

4 que, dilacerados — não ferem,

5 que, caluniados — não caluniam,

6 que, desamparados — não desamparam,

7 que, açoitados — não praguejam,

8 que, injustiçados — não se justificam,

9 que, traídos — não atraiçoam,

10 que, perseguidos — não perseguem,

11 que, desprezados — não desprezam,

12 que, ridiculizados — não ironizam,

13 que, sofrendo — não fazem sofrer…

14 Até agora, raros aflitos da Terra conseguiram merecer as bem-aventuranças do Céu, porque, realmente, com amor puro, somente o Grande Aflito da Cruz se entregou ao sacrifício total pelos próprios verdugos, rogando perdão para a ignorância deles e voltando das trevas do túmulo para socorrer e salvar, com a sua ressurreição e com o seu devotamento à Humanidade inteira. André Luiz Psicografia em Reunião Pública.

Data — 17-12-1951.

Local — Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.