Abrigo · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 8 de 21

Luz e silêncio

1 O Mestre que nos recomendou situar a lâmpada sobre o velador, também nos exortou, de modo incisivo:

— “Brilhe a vossa luz diante dos homens!”

2 Conhecimento evangélico é sol na alma.

3 Compreendendo a responsabilidade de que somos investidos, esposando a Boa Nova por ninho de nossos sentimentos e pensamentos, busquemos exteriorizar a flama renovadora que nos clareia por dentro, a fim de que a fé não seja uma palavra inoperante em nossas manifestações.

4 Onde repontem espinheiros da incompreensão, sê a bênção do entendimento fraterno.

5 Onde esbraveje a ofensa, sê o perdão que asserena e edifica.

6 Onde a revolta incendeie corações, sê a humildade que restaura a serenidade e a alegria.

7 Onde a discórdia ensombre o caminho, sê a paz que se revela no auxílio eficiente e oportuno.

8 Não olvidemos que a luz brilha dentro de nós. Não lhe ocultemos os raios vivificantes sob o espesso velador do comodismo, nas teias do interesse pessoal.

9 Entretanto, não nos esqueçamos igualmente de que o sol alimenta e equilibra o mundo inteiro sem ruído, amparando o verme e a flor, o delinquente e o santo, o idiota e o sábio em sublime silêncio.

10 Não suponhas que a lâmpada do Evangelho possa fulgurar através de acusações ou amarguras.

11 Enquanto a ventania compele o homem a ocultar-se, a claridade matinal, tépida e muda, o encoraja ao trabalho renovador.

12 Inflamando o coração no luzeiro do Cristo, saibamos entender e servir com Ele, sem azedume e sem crítica, sem reprovação e sem queixa, na certeza de que o amor é a garantia invulnerável da vitória imperecível. Emmanuel